Como não deixar a tpm destruir seu casamento

Sou daquelas que não tem tpm. Tenho um vôo com pouso de emergência de um airbus, com o combustível na reserva, passando por uma tempestade com trovões e furacões, no meio das ilhas do pacífico, com um piloto desmaiado dentro da cabine. Ou seja: uma tragédia de proporções catastróficas durante 3 dias do meu ciclo menstrual.

Já tentei apaziguar de várias maneiras, passei por pílulas, diversas dietas, apelei para chocolates e doces, e, ultimamente, venho tentando um fitoterápico que até tem dado um certo resultado… O único problema é que com minha indisciplina, às vezes me esqueço de tomá-lo… por dias… e quando vejo, já foi.

Quem sofre com tudo isso, além de mim mesma, é claro, são aqueles que estão à minha volta, mais diretamente, meu cônjuge. Ele sabe que essa montanha russa de emoções e o mau-humor são inevitáveis nesse período. E tem uma atitude super respeituosa comigo, ele me deixa no meu canto, tentando me incomodar o menos possível.

Acho essa atitude louvável da parte dele, afinal, ninguém é obrigado a tolerar a tpm alheia e ser compassivo com o mau-humor dos outros, discordem ou não as feministas de plantão. O título deste post parece meio apelativo (e é), mas o intuito do post não é ser um mero desabafo… Quero firmar um compromisso daqui para frente. Ser mais responsável com relação aos meus humores mau-humores e emoções e, quando for impossível contê-los e nada funcionar, me afastar.

Munida da modernidade dos apps, utilizando o OvuView é possível saber qual o período exato do ciclo que estou, evitando o esquecimento. O mais bacana é que a versão gratuita dele não deixa nada a desejar. Assim, quando a tpm estiver à espreita, me encausulo no cômodo reserva, me enterro nos chocolates e recorro para os capítulos de Friends e Sexy and the City, e filmes com os Johnny Deeps e os Brad Pitts do momento…

Afinal, ser dona de casa também significa buscar cuidar da relação com seu amado, não? E você, como lida com sua tpm

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Foto: The Trenches